Foco e Escopo

A Carta Internacional é uma revista da Associação Brasileira de Relações Internacionais, dedicada à publicação de trabalhos científicos da área. Seu objetivo é promover o debate intelectual qualificado a respeito de temáticas fundamentais do meio internacional que, no âmbito da ABRI, se organizam em sete eixos analíticos: Teoria das Relações Internacionais; Instituições Internacionais; Segurança Internacional, Estudos Estratégicos e Política de Defesa; Economia Política Internacional; Análise de Política Externa; História das Relações Internacionais e da Política Externa; Ensino e Pesquisa em Relações Internacionais. O escopo da Revista observa esses eixos analíticos e são muito bem-vindos trabalhos de pesquisadores brasileiros e estrangeiros que tratem de questões e problemas a eles relacionados.

A Carta é uma revista quadrimestral, que recebe, em fluxo contínuo, artigos inéditos redigidos em português ou em inglês. Todo o processo de submissão é feito online, mediante observação das diretrizes para os autores, detalhadas na seção Submissões.

Processo de Avaliação pelos Pares

A Carta Internacional adota o processo de avaliação por pares em duplo cego (double blind peer review). A rigor, são designados dois pareceristas para cada artigo, definidos em função dos seguintes critérios: formação acadêmica, área de atuação, produção acadêmica na área temática do artigo, ausência de conflitos de interesses, diversidade institucional.

Periodicidade

A Revista Carta Internacional é de publicação quadrimestral, com uma média de 10 artigos por edição.

Política de Acesso Livre

Esta revista oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público proporciona maior democratização mundial do conhecimento.

Diretrizes para boas práticas editoriais

A equipe editorial da Carta Internacional estrutura sua política editorial a partir das diretrizes e princípios internacionais de boas e más práticas editoriais, reunidos nos documentos "Core Practices", do COPE (Comittee on Publication Ethics); e Responsible research publication: international standards for editors (2011), redigido durante a 2nd World Conference on Research Integrity. Desta forma, afirma seu compromisso com a integridade, clareza e observância dos padrões estabelecidos por estes documentos para o bom gerenciamento de periódicos científicos, subscrevendo abaixo o mais relevantes: 

  • Garantia da confidencialidade no processo de avaliação dos trabalhos no que diz respeito à identidade dos autores e pareceristas;

  • Assertividade e cumprimento dos procedimentos relativos à revisão por pares em duplo cego, prevenindo situações que possam configurar como conflitos de interesses entre as partes envolvidas no processo editorial;

  • Caso haja identificação de conflitos de interesse entre as partes ou de má conduta de envolvidos no processo editorial, como falsificação, fabricação ou distorção de dados e resultados de pesquisa, ou plágio, por exemplo; assegura-se a adoção dos procedimentos previstos pelo COPE (Comittee on Publication Ethics) para resolução de problemas éticos;

  • Zelo pela propriedade intelectual dos autores.

De modo semelhante, a equipe editorial da Carta Internacional preza para que estes mesmos princípios que norteiam a política editorial sejam observados e seguidos pelos autores e pareceristas que colaboram com a revista. Como forma de assegurar isto, assume como referência os padrões descritos em documentos internacionais sobre conduta de avaliadores e autores: 

  • Autores: transparência e honestidade na estruturação e apresentação das metodologias usadas nos trabalhos, bem como dos resultados aferidos pela pesquisa; garantia do caráter inédito e original do trabalho; menção adequada a coautores e colaboradores que participaram de sua confecção; anonimato da autoria até a finalização do processo de avaliação em duplo cego.

Estas diretrizes estão de acordo com o documento Responsible research publication: international standards for authors (2011),  redigido durante a 2nd World Conference on Research Integrity. 

  • Pareceristas/avaliadores: avaliação dos trabalhos com base no mérito científico da proposta; aceitação da solicitação de avaliação somente mediante a constatação de expertise para análise do tema proposto; observância da confidencialidade exigida no processo de avaliação por pares em duplo cego, não revelando informações sobre a atividade de avaliação para outros profissionais; denúncia de conflitos de interesse relacionados à avaliação; imparcialidade quanto a aspectos políticos ou religiosos, por exemplo, que possam permear a análise do tema proposto.

Estas diretrizes estão de acordo com o documento COPE Ethical Guidelines for Peer Reviewers (2013), redigido pelo Comittee on Publication Ethics.

Por meio do compromisso com estes padrões e princípios, a Carta Internacional reafirma seu objetivo de produção do conhecimento científico com a imparcialidade e qualidade exigidos no processo editorial, que contribuem para o intercâmbio de conhecimento entre pesquisadores em relações internacionais.


ISSN eletrônico

2526-9038

Redes Sociais

 

 

 

Sponsors

Desde 2006, a revista Carta Internacional conta com o apoio financeiro da ABRI.

Histórico do periódico

Criada em 1993 pelo Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais da USP (NUPRI), a Carta Internacional acompanhou o processo de expansão e consolidação do campo das Relações Internacionais no Brasil. No momento de sua criação a multiplicação exponencial de cursos de graduação não havia sequer começado. Naquele momento, a Carta Internacional cumpria o papel de difusão de informação e veículo de debate entre pesquisadores, na forma de uma newsletter que mensalmente discutia temas candentes da política internacional. Durante uma década combinou, nas palavras de seu criador, o professor José Augusto Guilhon Albuquerque, “os tons do jornalismo e da análise acadêmica”. Combinação importantíssima que, a um só tempo, permitia assinalar a relevância política e social da agenda mais ampla das Relações Internacionais e a necessidade da análise política rigorosa e academicamente informada. Era o veículo perfeitamente adequado para um momento em que o campo de conhecimento se constituía como tal; de fato, a Carta Internacional contribuía para a consolidação do vocabulário, dos procedimentos de pesquisa e limites disciplinares do nascente campo das RI no Brasil.

Dez anos depois, a Carta Internacional seria reestruturada como um periódico científico. Seu alcance já era nacional, recolhendo contribuições e mobilizando leitores de todas as regiões do país. O estabelecimento desse novo formato coincidiu com a criação da Associação Brasileira de Relações Internacionais (ABRI). Não se trata, contudo, de mera coincidência. Tanto a criação da ABRI, quanto a reestruturação da Carta Internacional como um periódico científico, respondiam às demandas de um campo disciplinar em processo de consolidação. Entre 2006 e 2010 foram publicados 12 números da revista. Reunindo pelo menos uma centena de contribuições de pesquisadores brasileiros e estrangeiros, a Carta Internacional se tornava uma referência para a reflexão acerca da agenda da política internacional no país. Referência importante para um campo que, nesse período, foi marcado pela multiplicação de cursos de mestrado e pela consolidação de seus primeiros doutorados. Referência necessária para o debate aprofundado e rigoroso dos principais temas da agenda de pesquisa em política internacional.

A ABRI e a Carta, cada uma a seu modo, contribuíram para o processo de consolidação do campo disciplinar das Relações Internacionais. Hoje, no momento em que esse campo se encontra consolidado, a Carta Internacional passa a ser editada pela ABRI. A possibilidade de manutenção de um periódico científico que tanto contribuiu para o desenvolvimento de nossa área no Brasil é uma grande honra e uma enorme responsabilidade. Esperamos que a ABRI possa corresponder às expectativas dos antigos editores da Carta Internacional e de seus associados. Esperamos ainda que possamos oferecer um grande impulso ao processo de internacionalização desse periódico científico e fortalecer seu papel de referência em nosso campo disciplinar.

Finalmente, gostaria de agradecer, em nome da ABRI, a todos aqueles que sustentaram ao longo dos últimos anos a publicação desse importante periódico. Gostaria de fazê-lo, na figura dos professores José Augusto Guilhon Albuquerque e Rafael Villa. Finalmente, gostaria de assinalar o compromisso da ABRI na manutenção da revista.

Paulo Lavigne Esteves
Presidente da Associação Brasileira de Relações Internacionais (ABRI)
Gestão 2011/2013