Multilatinas e governos nacionais: estratégias para um novo lugar da América Latina no capitalismo contemporâneo?

Resumo

Historicamente a internacionalização de empresas, definida sobretudo pelos fluxos de InvestimentoExterno Direto, se davam das economias desenvolvidas para a semiperiferia do capitalismo mundial.Nas duas últimas décadas, no entanto, têm sido crescente os fluxos de IED oriundos dos países emdesenvolvimento, como se vê no caso da China, da Índia, da África do Sul, do México e do Brasil, entre outros.Neste texto pretende-se abordar o caso das multilatinas, multinacionais de origem latino-americanaque têm realizado crescentes fluxos de investimento em países estrangeiros, seja na própria AméricaLatina, seja em outras regiões do mundo. A literatura sobre o tema consagra duas interpretações para ofenômeno: a atuação do Estado, através das reformas orientadas para o mercado, para criar um ambienteeconômico mais favorável ao crescimento destas empresas e as próprias reestruturações internas queelas teriam feito para poder fazer frente à crescente competição com suas concorrentes estrangeiras.O presente texto, sem desconsiderar as duas chaves explicativas, pretende chamar a atenção para umpapel mais ativo do Estado como efetivo fomentador da criação ou do crescimento de corporações latinoamericanasvoltadas a disputar a liderança mundial em seus respectivos setores de atividade.
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