O Comando do Espaço na Grande Estratégia Chinesa: Implicações para a Ordem Internacional Contemporânea

Marco Cepik, Felipe Machado

Resumo


Apesar de a República Popular da China ter realizado com sucesso, em janeiro de 2007, um teste de armaanti-satélite (ASAT) contra um de seus satélites metereológicos – Feng Yun (FY-1C), o qual já havia sidodesativado –, isso não quer dizer necessariamente que o programa espacial do país tem objetivos ofensivos.Entretanto, grande parte da literatura especializada passou a utilizar o teste como pilar de sustentaçãopara seus argumentos quanto às prováveis pretensões hegemônicas da China. Na verdade, assim como oteste ASAT, essas análises expõem o seguinte: primeiro, há uma dinamização das capacidades espaciaischinesas; segundo, há uma falta de compreensão da perspectiva asiática das relações internacionais,bem como do comportamento desses Estados na arena internacional. Dessa forma, o presente trabalhose estrutura em torno de três eixos principais: (i) a compreensão teórica sobre o comando do espaço;(ii) a busca por uma explicação sobre o papel do comando do espaço na grande estratégia chinesa e, porfim, (iii) a compreensão sobre a importância do comando do espaço para a segurança da China. A conclusãodo trabalho aponta que o comando do espaço tem a função de apoiar o desenvolvimento da China, aopasso que seus efeitos multiplicadores na arena militar expandem as capacidades do país de defender asua soberania e segurança.

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